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Já está disponivel a tradução das Regra de Regata à Vela, no site da FPV ou no do ICV.
Turismo Náutico em Viana PDF Imprimir E-mail
Escrito pelo Administrador   
Terça, 03 Julho 2007
Comunicado da direcção do ICV sobre a situação da Náutica em Viana.

TURISMO NAUTICO

PORTO DE VIANA NAVEGA CONTRA A CORRENTE

Algo de desconcertante vai atingindo o porto de Viana do Castelo, desligando a cidade de um dos seus mais valiosos factores de desenvolvimento económico e social: o MAR.

A ausência de estratégias na promoção do seu potencial de turismo náutico, seja no mercado interno ou externo, associado a uma absoluta incapacidade da prestação de serviços adequados a uma procura cada vez mais exigente, transformaram o porto de Viana num instrumento altamente condicionador e limitativo do desenvolvimento local.

O arranque da construção da marina, nos anos 80, que então se afigurava como uma obra pioneira no plano de apetrechamento da costa atlântica portuguesa com a rede de marinas, converteu-a numa estrutura turístico – desportiva que, mais do que promover o bom acolhimento, cultiva a rejeição dos seus potenciais utilizadores.

Já não são poucos, os eventos náuticos como regatas ou “ralis” náuticos, com origem em Portugal ou oriundos da Galiza ou países do norte e centro da Europa, que são desviados para outros portos vizinhos, uma vez que o porto de Viana não lhes cria condições de acolhimento.

Deste modelo de gestão altamente “eficaz”, resulta, em muitas dezenas de embarcações portuguesas que se vêem obrigadas a procurar águas galegas, por falta de autorização de permanência no porto de Viana, não obstante, o porto e o estuário do rio Lima disporem de excelentes águas abrigadas, capazes de oferecer mais de mil lugares de fundeadouro ou acostagem.

Mas, para alem da insensibilidade ou desconhecimento, por parte das autoridades portuárias, do verdadeiro papel das estruturas náuticas de recreio, como factor de equilíbrio e formativo da sociedade, descuram a capacidade de dinamização de pequenas economias como a de Viana do Castelo. Veja-se, apenas a título de exemplo, o reflexo na economia da vizinha Galiza, da estratégia de valorização, apetrechamento e desenvolvimento integrado do turismo e desporto náutico operado nas rias galegas.

Nos dias que correm, não é possível vender-se um produto turístico como uma MARINA ou um PORTO DE RECREIO, com condições de navegabilidade de 3,00m de fundo, quando as embarcações com calado de 1,50m encalham na baixa-mar.

Como também é absolutamente incompreensível que há mais de dois meses, a primeira doca de recreio nacional, não disponha de posto de abastecimento de combustíveis a embarcações acostadas ou em trânsito, sendo muitas destas, embarcações estrangeiras que procuram o primeiro porto português.

A acrescentar a este rol de lamentações não se poderia deixar de referir o problema da gestão dos recursos humanos e seus horários que, em contraciclo com o uso normal de uma estrutura de turismo e lazer, praticamente encerram os seus serviços nos períodos de maior afluência de clientes, ou seja, durante os fins-de-semana.

Perante o continuado e sistemático desvio dos objectivos imprescindíveis ao adequado funcionamento desta estrutura portuária de apoio a náutica de recreio, o IATE CLUBE DE VIANA torna público o seu protesto, reclamando uma intervenção enérgica e urgente dos poderes governamentais.

 

VIANA DO CASTELO, 23 de Junho de 2007

A DIRECÇÃO

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ICV - iate clube viana - Viana do Castelo, Portugal.