
| iate clube viana | |
NOTA DE IMPRENSA (2009-10-07) [Para: WebMaster ICV | ]
Metade da frente ribeirinha de Viana vai ser concessionada a troco de uma renda anual. A Administração do Porto de Viana, perante a manifestação de interesse apresentada pela empresa local, a Real Iate de Viana, Lda., devidamente suportada em estudos de arquitectura, viabilidade económico-financeira e de requalificação e apetrechamento das três docas, optou criar um modelo de disputa, limitado apenas aos dois candidatos, em que o único critério de selecção é a contrapartida financeira. Ontem, dia 6 de Outubro de 2009, terminou o segundo período do processo de Concessão das Marinas de Viana do Castelo, aparentemente blindado pelo “duplo” direito de preferência, a favor da empresa espanhola. A REAL IATE DE VIANA, Lda cumpriu o seu dever de defesa dos interesses municipais, reforçando a sua candidatura com o manifesto de adesão de outras empresas locais e entidades associativas, directamente relacionadas com as futuras actividades das Marinas de Viana. O ICV - IATE CLUBE DE VIANA assume-se como parceiro neste projecto, propondo desenvolver e dinamizar as especialidades desportivas náuticas, com especial incidência nas modalidades vela ligeira e de cruzeiro. Tornado público através da imprensa, em Julho passado, que estes espanhóis se anteciparam na apresentação do pedido de exploração das duas Docas de Recreio e da antiga “Doca Comercial” conjuntamente com doca seca “Eng.º Duarte Pacheco”, contrariando assim, as mais diversas expectativas que em tudo, apontavam para a abertura de nova consulta pública. Nada disto ganharia contornos de tanta singeleza se, em finais de 2008, não se tivesse assistido, ao desfecho surpreendente de um CONCURSO PÚBLICO, lançado pelo Estado, que foi incapaz de mobilizar o interesse de qualquer um dos doze concorrentes iniciais. Os pressupostos do lançamento daquele concurso público, baseavam-se então, no reconhecimento da importância estratégica da qualidade destes equipamentos náuticos e da sua influência no processo de requalificação do tecido socioeconómico da cidade e do município. Apesar do seu impacto na vida da cidade durante os próximos 30 anos, período a que corresponde o prazo da concessão, não deixa de ser surpreendente que este tema esteja ausente de qualquer um dos projectos políticos das diferentes forças partidárias concorrentes ao governo municipal, nestas eleições autárquicas. Rui Martins, um dos subscritores da candidatura à Concessão das Marinas, em representação da sociedade Real Iate de Viana, Lda, manifestou o seu mais profundo desapontamento em relação aos critérios aplicados à selecção do conceito e do modelo de exploração das Marinas. As três docas de recreio representam mais de 50% da frente ribeirinha da cidade e exercerão, se geridas de forma correcta, uma vasta influência em inúmeras áreas de actividade económica e social, de que se pode facilmente destacar a hotelaria e a restauração, a reparação e a manutenção naval, o comércio e as modalidades desportivas náuticas. O futuro de Viana não é condescendente com escolhas erradas. Como tal, é absolutamente inadmissível que o critério único de apreciação das duas propostas concorrentes, se reduza à contrapartida financeira, isto é, à renda anual que o concessionário irá pagar à administração portuária. Viana do Castelo, 7 de Outubro de 2009 ICV IATE CLUBE DE VIANA |